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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Mãe


“MÃE”: TÍTULO INVENTADO PELO HOMEM POR CAUSA DA GRAÇA DE DEUS


Mãe” é uma palavra que remonta aos dias do início da história mundial. Só encontramos informações seguras na revelação de Deus contida em Sua Palavra, A Bíblia. A primeira mulher da história, a esposa de Adão, foi a primeira a ser chamada de mãe. Quero convidá-lo a refletir em alguns pontos importantes desta informação registrada em Gênesis 3:20–4:1-2:

1.  A primeira mulher recebeu o título de mãe antes de ter filhos:Adão foi o responsável por escolher um nome a sua esposa. Isso aconteceu depois dele ter acusado-a de ter-lhe dado do fruto e de ouvir a sentença de morte (Gênesis 3:17-19). Ele poderia ter-lhe dado o um nome que significa “mãe de todos os mortais” ou “mãe de todos os que morrem” ou “mãe dos pecadores”, etc. No entanto, Adão preferiu chamar sua mulher de “Eva”,que significa “mãe de todos os viventes”. Ela recebeu esse nome mesmo sem ter filhos.  Os filhos só aparecem em Gênesis 4:1-2. A razão dessa atitude positiva, esperançosa e otimista é vista nos dois próximos pontos deste artigo.

2.  A primeira mulher recebeu o título de mãe antes de ter filhos por causa da graça de Deus: Adão e Eva tinham pecado, estavam prestes a sair do Jardim do Éden, o que aconteceu logo que a conversa entre eles e Deus foi concluída (Gênesis 3:21-24). Deus havia dito a eles que se comessem do fruto proibido, no mesmo dia eles morreriam (Gênesis 2:16-17). Eles comeram, mas não morreram, porque Deus providenciou um animal para substituir a morte deles (Gênesis 3:21). A morte desse animal representava a futura morte de Jesus por eles declarada por Deus em Gênesis 3:15. Assim, ao invés de morrerem, eles continuariam com vida. E, além da vida, a mulher poderia gerar vida. Isso é graça e misericórdia de um grande Deus de amor. É por isso que Adão nomeia sua esposa de “Eva, mãe de todos os viventes”.

3.  A primeira mulher recebeu o título de mãe antes de ter filhos por causa da graça de Deus e pela fé que Adão depositou na promessa de Deus: Se Adão não tivesse acreditado ou aceitado o plano de salvação apresentado na profecia de Gênesis 3:15, ele jamais teria intitulado sua esposa de mãe de todos os viventes. Mas como ele aceitou e creu que o descendente da mulher, um filho especial, esmagaria a cabeça da serpente, destruindo o mal completamente, pela fé ele nomeou “mãe de todos os viventes” a sua esposa. Exatamente no momento em que a sentença de morte foi proferida a Adão (Gênesis 3:19) foi que ele chamou sua esposa de Eva. Isso é fé, ele já não estava com medo e desesperado. Deus apresentou ao casal pecador, que deveria ter morrido, o Descendente da mulher (Jesus) que lhes traria novamente o dom perdido, o dom da vida eterna. É por esse motivo que ao conceber os primeiros filhos é dito que Eva “deu à luz”, do grego “zoé”, que significa “vida”.

Assim, analisando o texto bíblico sobre a origem da mãe, se nota o amor, a graça e a misericórdia de Deus ao lidar com os pecadores implantando-lhes esperança no coração ao trazer-lhes uma promessa de que o problema causado por eles seria resolvido por um Descendente de mulher. Não é possível saber o quando Adão e Eva entenderam sobre o nascimento, vida e morte do Filho de Deus, mas sabemos que eles creram na pequena boa notícia – evangelho – que Deus lhes apresentou. Hoje temos mais luz sobre o assunto, sabemos que Jesus nasceu sem ter participação de homem algum, apenas da mulher. Sabemos que Jesus, o descendente da mulher, morreu para dar vida, vida eterna a todo aquele que, como Adão, acreditar e viver pela fé essa promessa.

Pr. Heber Toth Armí

quarta-feira, 13 de março de 2013

Portal Bíblico: O SONO: PRESENTE PARA O SER HUMANO DORMIR

INTRODUÇÃO: Texto Bíblico principal: Salmo 3:5
1. Deus poderia ter criado os seres humanos sem a necessidade de dormir? Poderia, é claro!
2. Por que Deus projetou o sono nos seres humanos? Para ensinar preciosas lições!
3. Que lições podem ser extraídas do sono? É fato que dormir é bom, mas quais as lições espirituais desse ato?


I. O SONO É UM DOM DO AMOR DE DEUS A FIM DE NOS DESENVOLVER A CONFIANÇA NELE – Salmo 3:5
1. O ato de dormir nos ensina a confiar: Segundo cálculos, se somadas as horas dormidas durante aproximadamente setenta anos de vida, em média o ser humano dorme cerca de trinta anos. Esse tempo deveria nos fazer confiar a Deus o tempo que passamos acordados!
2. O ato de dormir leva-nos a esperar: Entre deitar e levantar há um milagre que se chama “dormir”. O sono vem, simplesmente vem quando se desliga de tudo.
3. Ao dormir devemos ter fé que Deus proverá tudo o que precisamos: A certeza que Deus ajuda e protege torna possível o sono. John Piper diz que “Deus nos envia para a cama como pacientes com uma doença. A doença é a tendência crônica de pensar que estamos no controle e que nosso trabalho é indispensável”.


II. O SONO ESTÁ LIGADO À GRAÇA, AO DORMIR DESCANSAMOS EM DEUS – Salmo 3:5
1. O sono é um convite, não uma oferta: O sono convida a abandonar a carga da preocupação e o peso da ansiedade sem precisar fazer nada. Quem não aceita esse convite, não consegue dormir (Daniel 6:18).
2. O sono é um apelo à alma agitada: O dia se resume em agitação, correria, estresse e busca de soluções para administrar a vida. Já a noite se resume em entrega, renúncia; além disso, dormir é uma ação de fé e confiança, pois acordar é incerto. John Piper apresenta três pontos sobre a importância espiritual do sono:
a) Deus criou o sono como um lembrete contínuo que não deveríamos ficar ansiosos, mas descansar nEle.
b) O sono é um lembrete diário de que não somos Deus, pois Ele é quem não dorme (Salmo 121:4-5).
c) O sono é como um disco quebrado que toca a mesma mensagem todos os dias: O homem não é soberano, o homem não é soberano, o homem não é soberano; mas Deus é!
3. O sono é um chamado a despreocupar-se: Dormir é despreocupar-se com o futuro, abandonar o medo e passar o controle da situação a Deus! Por isso, o ato de dormir é um tempo de sossego, restauração e renovação física, mental e espiritual descansando na certeza de que é o Senhor quem sustenta a vida!


III. O SONO É O MEIO QUE DEUS DEIXOU PARA MOSTRAR QUE ELE É QUEM NOS RESTAURA – Salmo 3:5
1. Deus criou a noite e projetou em nós o sono: O sono é fundamental para todos os seres humanos. Dormir faz bem em todas as áreas, da saúde aos relacionamentos. Uma noite mal dormida ou mesmo ficar sem dormir provoca muitos males:
a) Afeta significativamente o relacionamento conjugal: Pesquisas revelam que a qualidade do relacionamento do dia seguinte e o relacionamento, por sua vez, afeta a noite de sono do casal. E, a noite mal dormida interfere no casamento durante o dia.
b) Afeta intensamente o desenvolvimento dos filhos: Mau humor, rebeldia, irritabilidade, fraqueza, enjoo, sensibilidade excessiva, são características de dormir pouco. Dormir é fundamental para formar a memória, revigorar a mente e o corpo, e é à noite que o hormônio do crescimento é produzido. Além disso, estudantes que dormem pouco têm o pior desenvolvimento acadêmico, menor autoestima e níveis altos de sintomas depressivos. Quem aprende a dormir tem menos gripe e resfriado, e, é menos suscetível às infecções.
c) Afeta terrivelmente a saúde: Por longas eras “dormir” foi considerado tempo perdido, pois cria-se que o sono tinha a única função de restaurar energias gastas durante o dia. Porém, pesquisas realizadas nos últimos anos provam sua importância vital para a saúde humana. Uma noite bem dormida é essencial para manter o peso e a memória, fortalece o sistema imunológico, melhora a função do coração, facilita a criatividade e o aprendizado, além de estimular o raciocínio, etc. Dormir cerca de oito horas por noite reduz rugas no rosto e no pescoço e ameniza traços de cansaço porque, enquanto dorme, a hidratação e o suor na pele podem ser maiores; suavizando, assim, as marcas da fadiga.
2. Deus deu o sono como um presente necessário: O sono determina nossa vida durante o dia, pois com uma noite bem dormida melhora o humor, a atenção, a energia, o raciocínio, a produtividade, a segurança. Além disso, as horas dormidas determinarão nosso tempo de vida; pois dormir faz com que tenhamos, não só boa saúde, mas nos dá mais anos de vida.
3. Deus quer que aprendamos as lições do sono: É preciso parar de confiar em nós mesmos, em nossas forças e habilidades e lembrar que tudo o que somos é Deus quem fez e pertencemos a Ele.


CONCLUSÃO:
1. Quando o ser humano que descansa confiando em Deus dormirá bem, descansará e estará restaurado para as atividades do dia seguinte.
2. Quando o ser humano dorme as horas designadas por Seu projetista, encontra o modelo mais precioso para a saúde do corpo e da mente.
3. Quando o ser humano dedica às horas da noite para dormir e assim saciar o sono experimenta grande paz emocional, social e espiritual. Assim, o sono tem um propósito biológico e também divino.


APELO:
1. Ao deitar, agradeça a Deus pela vida, pelo dia e cuidado nas atividades.
2. Ao deitar para dormir se entregue sempre ao cuidado de Deus.
3. Ao deitar, orar e agradecer, relaxe, confie tua vida nas mãos de Deus!
Pr. Heber Toth Armí

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Culto de ações de graça

RAZÕES PARA CELEBRAR CULTO DE AÇÕES DE GRAÇAS
INTRODUÇÃO: Texto Bíblico: I Pedro 1:3-9
1. Definição de culto de ação de graças: É um culto de adoração no final do ano geralmente realizado na igreja com a finalidade de louvar e exaltar com exultação a Deus pelo que Ele fez no transcorrer do ano que termina.
2. Motivação para celebrar o culto de ação de graças: As pessoas vão à igreja com alegria celebrar as bênçãos recebidas de Deus.
3. Objetivo do culto de ação de graças: Reconhecimento de que Deus é dono de tudo e que tudo o que nos dá alegria, prazer e felicidade vem dEle.

I.  O CRISTÃO TEM NO CORAÇÃO UMA PROFUNDA GRATIDÃO PELA MORTE DO FILHO DE DEUS – I Pedro 1:3-4

1. A morte de Jesus, o filho de Deus, é a principal razão para celebrar um culto de ações de graças: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo... nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”.
2. A morte e ressurreição de Jesus é resultado da misericórdia de Deus oferecida a nosso favor, a qual compreende Seu divino interesse pelo bem-estar de todo ser humano.
3. A morte e ressurreição do Filho de Deus nos regeneram (transforma) de desesperados em esperançosos; pois, ao converter-se a Cristo, a pessoa contempla no fim da jornada cristã sua futura glorificação e sua herança celestial na casa do Pai.
 
II. O CRISTÃO DÁ GRAÇAS A SEU DEUS PELAS PROVAÇÕES DURANTE O ANO – I Pedro 1:5-8
1. A esperança viva do cristão é baseada na promessa de proteção com o poder de Deus através da fé, pois sua provação é fruto do compromisso com Jesus. Sem tal proteção em meio às aflições, ninguém alcançaria a herança guardada por Deus para os remidos (v. 5).
2. A esperança viva é uma força constante e poderosa que impulsiona o cristão a avançar para o Céu enfrentando os problemas da vida: “Nisto exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações” (v. 6).
3. A esperança viva do cristão enche o coração de alegria e ação de graça mesmo em meio às agonizantes provas da vida, pois sabem que Deus terá a última palavra no grande conflito entre o bem e o mal (vs. 7-8).

III. O CRISTÃO CELEBRA NO PRESENTE A GRANDE ESPERANÇA DA SALVAÇÃO – I Pedro 1:5-6 e 8-9

1. A fé em Cristo e em Seu plano é revelada na magnitude dos problemas que tal fé pode suportar; assim como o ouro, cada vez mais provado mais valioso se torna.
2. A fé em Cristo e em Seu plano traz tão grande alegria ao cristão que transcende a compreensão dos incrédulos e supera a capacidade de descrição dos cristãos: “... crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória” (v. 8).
3. A fé em Cristo e em Seu plano é um tremendo motivo para a realização de um culto de ações de graças no final de um ano, pois o converso aguarda ansiosamente pela segunda vinda de Cristo, a qual marca o começo da glorificação do cristão.

CONCLUSÃO:
1. Apenas os cristãos exultam ao celebrar a seu Deus em um culto de ações de graças; pois, apesar das lutas e aflições que todos passam neste mundo injusto e mal, os cristãos as enfrentam com fé e esperança confiando na poderosa proteção de Deus.
2. Apenas os cristãos são provados por sua fé para amadurecer e refinar o caráter de modo que seu valor se manifeste plenamente e redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo quando vier buscar os salvos.
3. Apenas os cristãos têm razões concretas para render graças a Deus, pois é o próprio Deus quem dá tais razões.
APELO:
1. Seja um cristão genuíno rendendo graças a Deus pelas provações.
2. Seja um cristão agradecido pelo que Deus lhe deu, dá e dará através de Jesus.
3. Seja um cristão animado com as promessas de Deus àqueles que crêem.
Pr. Heber Toth Armí

 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Salvação

A Pergunta Mais Importante da Vida
1 – Há uma pergunta que paira na mente de milhares de pessoas: uma pergunta feita por pessoas de todas as classes sociais e intelectuais. É uma pergunta simples, mas, ao mesmo tempo, profunda. Uma pergunta importante e indispensável em nossa vida. Uma pergunta que cada ser humano terá de formular, e buscar a resposta certa, se quiser ser feliz neste mundo e no mundo porvir.

2 – Sabe qual é a pergunta mais importante nesta vida? Vamos conhecê-la emAtos 16:25-34:

“25: Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam.

26: De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos.

27: O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas do cárcere, puxando da espada, ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido.

28: Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos!

29: Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas.

30: Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo?

31: Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.

32: E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa.

33: Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. 

34: Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus.”


Paulo e Silas se encontravam presos num cárcere de Filipos, cidade grega. Eles cantavam hinos de louvor, enquanto os outros presos os escutavam atentos. Mas, enquanto oravam e cantavam, à meia-noite, sobreveio um grande terremoto que sacudiu os alicerces da prisão. Os presos foram libertos das correntes e as portas da prisão se abriram.

Então, o carcereiro que era o responsável pelos presos, que se fugissem ele pagaria com a vida, imaginando que tivessem todos escapado, puxou a sua espada e ia suicidar-se, quando ouviu a voz de Paulo: “Não te faças nenhum mal, porque todos estamos aqui!” Então, o carcereiro trêmulo, nervoso e angustiado, perguntou a Paulo e Silas: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?”

3 – Você já fez esta pergunta? Já obteve a resposta certa? Ou ainda está em confusão? QUE DEVO FAZER PARA QUE SEJA SALVO?” Esta pergunta sugere 5 DEVERES que temos de colocar em prática, se queremos um dia nos salvar. Esses deveres se cumpriram na experiência do carcereiro de Filipos, e são as coisas que cada pessoa deve fazer para se salvar. Quais são esses deveres?

Hoje queremos estudar nesse texto: A PERGUNTA e O RESULTADO. Uma pergunta sobre a salvação e o seu resultado correspondente.

A) A PERGUNTA: Esta é a pergunta mais importante que um mortal jamais fez: “O que devo fazer para que seja salvo?” É uma pergunta inspirada pelo Espírito Santo e pela necessidade inerente a todos os habitantes desse planeta de pecadores. E esta pergunta nos indica 4 deveres:

I - DEVEMOS RECONHECER QUE ESTAMOS PERDIDOS

Se nós perguntamos: 'O que devo fazer para me salvar?', isso requer que já nos consideramos fora dos termos da salvação.

1 – O carcereiro reconheceu-se perdido. Ao ver as portas abertas da prisão, temeu por sua vida física e espiritual, porque ele era responsável pelos presos e responderia com a sua vida, e então se sentiu despreparado para enfrentar o juízo divino. Como estava perdido mesmo, tentou o suicídio, dando um fim rápido em sua vida, porque desse modo poderia evitar os tormentos que haveria de sofrer na mão dos verdugos. E então, fez a mais importante pergunta de sua vida: 'Que devo fazer para me salvar?'

2 – Jamais será salvo aquele que não se reconhecer perdido. Deus enviou a Jesus para buscar os perdidos. E então, Ele disse: 'Não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento.' Ou seja: - não vim chamar os que se consideram justos, e não reconhecem que são pecadores. Assim como nunca será curado o enfermo que não reconhece a sua doença, assim também jamais será salvo o pecador que não reconhece o seu pecado.

3 – Como pode um homem se sentir pecador? Como pode um homem se sentir perdido? De, fato a pergunta é justa porque os homens e mulheres não gostam de reconhecer esse fato. O próprio salmista Davi já dizia: 'Quem há que possa discernir as próprias faltas?' (Salmo 19:12). É impossível que o homem reconheça os próprios defeitos e pecados por si mesmo. Entretanto, através da obra do Espírito Santo, o homem tem uma visão da santidade de Deus e então sim, pode ver a sua própria situação de pecador perdido.

Isaías que ao ver o trono do Céu, ao ouvir os anjos cantando : 'Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos!' exclamou: 'Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!' 

O apóstolo Paulo contemplou o 3o Céu, ouviu palavras indizíveis, viu a santidade de Deus, e então sim pôde dizer: 'Fiel é a palavra e digna de inteira aceitação que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.' (1 Tim 1:15). Pedro também teve a sua oportunidade de ver a santidade de Jesus e o Seu poder divino; e então falou: “Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador!' (Lc 5:8).

4 – A Bíblia nos revela que todos são pecadores perdidos. "Porque todos pecaram e carecem da glória de Deus', disse Paulo [Rom 3:23] Mas notem o que disse o profeta Isaías: 'Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapos da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento nos arrebatam” (Isaías 64:6). Leia, também, o que disse o profeta Jeremias: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9).

5 – Conta-se que Lady Hamilton muitas vezes visitava as prisões a fim de animar e ajudar os reclusos. Um dia ela encontrou um homem que estava completamente arrasado, cheio de pessimismo e sinistros pensamentos. Ela procurou consolá-lo, mas ele respondeu:

–Sou um grande pecador.

–Louvado seja Deus – a Lady respondeu.

Então o prisioneiro acrescentou:

–Sou o mais ímpio de todos os pecadores.

–Louvado seja o Senhor – disse outra vez Lady Hamilton.

Não compreendendo o que ela queria dizer, o prisioneiro disse:

–Por que diz a senhora assim, visto que professa ser cristã?

Então ela tomou a Bíblia e calmamente leu para ele: I Timóteo 1:15: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” Então, o prisioneiro entendeu e aceitou a mensagem, e foi salvo. Devemos saber e reconhecer que estamos perdidos.

 II – DEVEMOS TER SINCERIDADE DE PROPÓSITO

1 – O carcereiro era sincero no seu propósito. Ele queria realmente se salvar. Sua pergunta foi sincera: 'Que devo fazer para me salvar?'

2 – Muitos não se salvarão porque não querem realmente. Eles amam muito o seu pecado; eles acariciam muito o seu pecado. Ao invés de amar o pecado, eles deveriam odiá-lo. A única maneira para largar o pecado é odiar sinceramente o pecado.

Certa vez, um ministro foi visitar um membro de sua igreja, e o encontrou no campo em seu trabalho na lavoura. Quando o homem viu o pastor, já era tarde para esconder o cachimbo que ele fumava às escondidas da igreja. Então, tentando se justificar, ele disse: '- Pois é, pastor, eu odeio esse maldito cachimbo e, mesmo assim, ainda continuo fumando!'

O pastor respondeu: '- Você odeia a ponto de deixá-lo?' O irmão disse prontamente: 'Agora, o senhor me pegou; eu não sei por que isso acontece: odiar o fumo e ao mesmo tempo continuar fumando! Pois de agora em diante, eu não fumarei mais! Ora por mim, pastor!' Ambos se ajoelharam e ali mesmo o pastor orou por aquele homem e ele nunca mais fumou. É preciso ser sincero. É preciso odiar sinceramente o pecado para poder abandoná-lo. Odiar o pecado para não pecar mais. Sinceramente.

3 – Entretanto, temos que ter mais do que sinceridade em saber as respostas, mais do que mera curiosidade. O jovem rico tinha sinceridade quando perguntou o que era necessário para alcançar a vida eterna. Mas não tinha real sinceridade de propósito para se salvar e alcançar a vida eterna. Então, saiu triste porque era rico. Tinha satisfeito a sua curiosidade, mas amava mais as riquezas do que a Deus, e se perdeu, nesta vida e na vida porvir, porque na destruição de Jerusalém ele perdeu todas as propriedades e morreu pobre.

Pilatos era sincero na sua pergunta: 'Que é a verdade?', mas não teve sinceridade de propósito para ouvir a resposta de Jesus, e se perdeu. Já conheci muitas pessoas que estudaram a Bíblia só para satisfazer a curiosidade. Mas quando a verdade penetra em sua consciência para abandonar o pecado, eles se afastam e desistem de tudo. Não tinham real sinceridade para serem salvos. Amavam mais o pecado do que a Deus.

III – DEVEMOS CRER EM JESUS COMO NOSSO SALVADOR

Paulo e Silas disseram: 'Crê no Senhor Jesus e serás salvo' (v. 31). O que significa crer em Jesus? Crer em Jesus significa confiar nEle como nosso Salvador pessoal. Isso implica em 4 coisas nas quais devemos confiar:

1- Devemos confiar em Seu amor: Satanás diz que Ele não nos ama. Mas Ele nos amou de tal maneira que deu a Sua vida para morrer em nosso lugar. Ele derramou o Seu precioso sangue a fim de nos redimir de nossos pecados. Ele nunca nos rejeita. Seu amor é infinito, precioso, abrangente, e nunca deixa a nossa alma aflita buscando sem achar o Seu perdão. Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro com Seu amor exorbitado e imenso.

2- Devemos confiar em Sua graça: 'Pela graça sois salvos' (Ef 2:8), disse o apóstolo Paulo. A salvação é gratuita; você não tem que pagar nada para se salvar. Mas você deve confiar que esta é a grande verdade e confiar nela: a graça de Deus é a única virtude salvadora. Ela se “manifestou salvadora para todos os homens” (Tt 2:11); ela se revelou eficaz para nós, os que cremos; ela se manifestará na sua grande riqueza, em bondade para conosco através dos séculos infindos da eternidade por vir (Ef 2:7).

3- Devemos confiar em Seu poder: Ele teve poder para criar e mostra o Seu poder de preservar diariamente a nossa vida, e, portanto, tem poder para salvar. O mesmo poder que Ele usou para criar-nos e preservar-nos, vai usar para nos salvar. É preciso confiar mais plenamente nesse poder que Ele tem de salvar do pecado, ontem, hoje e amanhã. É preciso confiar no seu poder de salvar da pena, do poder, do prazer e da presença do pecado em nossa vida.

4- Devemos confiar na Sua Palavra: Foi pela Sua palavra que Jesus Cristo mandou e tudo se fez; ordenou e tudo veio a existir do nada (Sl 33:6,9). Pela Sua palavra, Ele governa o universo. Mas também nos deu a Sua Palavra escrita, a fim de que nós soubéssemos o que Ele nos ordena hoje. Ele disse ao paralítico: - 'Vai e não peques mais!' Ele disse à mulher adúltera: 'Vai e não peques mais!' Ele diz a você hoje em Sua Palavra: 'Vai e não peques mais!' Se você confiar nessa palavra, você será salvo e deixará o pecado, estimulado pela ordem divina.

Por isso devemos crer em Jesus como nosso Salvador pessoal. Ele tem todos os recursos para salvar ao maior pecador. É nosso dever e privilégio confiar em Seu amor, em Sua graça, em Seu poder e na Sua palavra. É isso o que significa confiar na pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. É disso o que tanto necessitamos para sermos salvos a cada momento do pecado

IV – DEVEMOS SER OUVINTES ATENTOS

1 – O carcereiro era um ouvinte atento (v. 32). Era necessário receber a instrução do Evangelho. Ele não possuía aquele conhecimento que salva. Estava em uma profunda angústia, a ponto de tentar o suicídio, e, portanto, precisava aproveitar aqueles momentos preciosos. Eis que a esperança nasce em seu coração, e se lança em profundo interesse, como se não houvesse outra oportunidade. Então, vai para casa levando os pregadores, reúne a sua família e coloca-os para ouvir atentamente a mensagem salvadora. E todos ouvem atentamente o que tinham a dizer aqueles homens de Deus, extasiados e profundamente interessados.

2 – Deus procura ouvintes atentos. O Salvador Jesus Cristo disse: 'Ide e pregai o evangelho!' Quando o evangelho está sendo pregado, nós devemos ser ouvintes atentos, interessados na Palavra de Deus que se dirige a nós. Todo o Céu está interessado em ouvintes atentos. Muitas pessoas em nosso mundo e mesmo dentro das igrejas estão carentes de salvação e necessitam demonstrar mais interesse na pregação que está sendo exposta. Deus quer ouvintes atentos na Sua igreja, tão atentos como se não houvesse mais oportunidade para ouvir outra vez a mensagem. Tão atentos a ponto de serem capazes de aprender e transmitir as coisas que ouviram para os outros que estão nas trevas do pecado, buscando a salvação, sem uma luz sequer a brilhar em sua alma entenebrecida.

3 – Você deve ser um ouvinte atento. Alguns não são ouvintes atentos à exposição da Palavra de Deus; vem à igreja para conversar, mascar chicletes, chupar balas, namorar, ou ver os amigos. Muitos já perderam a a capacidade de se impressionar com a mensagem poderosa da Palavra de Deus. Muitos estão passeando pelos corredores, conversando sobre futilidades, lendo o seu hinário ou fazendo o ano bíblico em hora e lugar errados, observando as roupas dos outros, ou dormindo, enquanto um grande pregador está apresentando as maiores novidades da luz do Céu! Você deve vir à igreja com sua Bíblia na mão e ser um ouvinte atento, como foi o carcereiro, diante dos pregadores da Palavra de Deus. Eles têm uma mensagem de esperança para a sua alma, faminta de Deus e de Sua salvação.

V - DEVEMOS SER BATIZADOS

1 – O carcereiro foi batizado (v. 33); e Jesus Cristo disse: 'Quem crer e for batizado, será salvo; quem porém não crer, será condenado!' (Mar. 16:16). Paulo explicou essa verdade, e ele prontamente aceitou o ensino, sendo batizado imediatamente, junto aos seus queridos. Não apresentou nenhuma objeção, não argumentou negativamente, não respondeu com desculpas, mas confiou na palavra que lhe foi pregada, respondendo de imediato.

2 – Algumas pessoas já deram os passos anteriores: Eles se reconhecem perdidos, revelaram sinceridade de propósito, receberam a Jesus crendo nEle como Salvador pessoal, são ouvintes atentos na Palavra de Deus. Mas ainda não deram o passo final do batismo. Alguns têm receio do que vão dizer os seus parentes; outros têm receio de cair, não podendo observar fielmente a todos os preceitos que essa decisão envolve; outros ainda se apegam a algum pecado. Mas a todos estes Cristo diz: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei!” (Mt 11:28).

3 – O batismo é necessário para entrar no Reino de Deus. Disse Jesus: 'Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino do Céu!' (Jo 3:5). O que é o batismo? Vemos a definição pela sua necessidade: o batismo é a evidência de que fomos nascidos do Espírito Santo. - É a porta de entrada à igreja, o Corpo de Cristo. - É a manifestação pública de que você aceita e pertence à família de Deus. - É a lavagem dos pecados. Ananias disse para Saulo, antes de seu batismo: 'E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dEle.' (At 22:16). O batismo é a maneira pela qual somos unidos a Jesus Cristo e revestidos de Sua justiça. 'Porque', disse o apóstolo Paulo: 'todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes.' (Gl 3:27).

B) O RESULTADO DA SALVAÇÃO

Versos 33-34: “33 Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. 34  Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus.”

1 – Amor para com os irmãos. O carcereiro lavou as feridas dos apóstolos. Foi uma transformação extraordinária. E depois de cuidar assim deles, ainda hospedou-os em sua própria casa e serviu a sua comida para eles. Amor é o resultado da salvação. “A fé opera por amor” (Gl 5:6). O cristão é um homem que foi transformado pela graça divina que revelará um amor que se amplia cada vez mais em benefício do próximo. Não é possível ser um cristão seguidor de Cristo e não possuir um amor genuíno em favor do semelhante vendo as necessidades dos outros. As igrejas são a prova desse fato: estão cheias de pessoas que sabem amar aos outros, como também estão ainda mais cheias de pessoas que pretendem ser cristãs, mas as suas obras negam a sua pretensão.

2 – Alegria na alma. Disse o texto que o carcereiro manifestou com todos os queridos grande alegria por tudo aquilo: por terem conhecido o evangelho, por terem crido em Jesus, por terem sido batizados, por terem visto a salvação. De fato, alegria é um fruto do Espírito Santo que é revelado na vida de uma pessoa que foi salva. Não podemos senão esperar alegria na vida de pessoas que estão como seu coração cheio da certeza de salvação. Já estamos fartos de legalismo e dureza para com os outros que pensam diferente de nós. Alegria é um característico dos que se preparam para o Céu, e jubilosos cantos de gratidão ecoam de sua alma.

Seguramente estes são os resultados que seguirão aqueles que crerem em Jesus e forem batizados para a salvação.

CONCLUSÃO

Portanto, aqui temos a pergunta mais importante da vida: “Que devo fazer para que seja salvo?” Como é com você? Já fez a pergunta mais importante da sua vida? Tem real interesse pela sua salvação? Como você encara esse assunto tão essencial? Ou está deixando para depois, quando tiver acabado aquele negócio, ou quando chegar a aposentadoria?

Certa vez, um obreiro bíblico jovem estava trabalhando em Manaus, no Amazonas, e visitava algumas casas próximas do salão em que o pastor Joel Sarli realizava conferências evangélicas da igreja adventista. E ele se dirigiu a um jovem daquela vizinhança, e o convidou para assistir à conferência da noite. O jovem respondeu: “Ah, isso é coisa para velhos; eu tenho a vida toda pela frente! Eu quero agora é gozar a vida!” O obreiro tentou convencer o jovem dizendo: “Mas jovem, você não pode saber quanto tempo ainda tem de vida, e amanhã pode ser tarde demais!” O jovem desconversou e disse que era muito cedo e que isso era “coisa de velho!”

Mas, o obreiro saiu pensativo, continuou as suas visitas e chegou à casa onde um senhor idoso o atendeu. O obreiro o convidou para as conferências, e a resposta do velho foi: “Olha, moço, isso é coisa assim para você que é jovem. Eu já passei da idade para me preocupar agora com religião! Isso é coisa para jovem!” O obreiro decepcionado com essa resposta desabafou e lhe respondeu: “Amigo, o que se pode fazer? Acabo de visitar um jovem que me disse que isso é coisa para velhos, e agora eu falo com um velho que me diz que religião é coisa para jovens!”

Muitas pessoas estão brincando com a sua alma, e adiando o dia de sua salvação! Mas amanhã pode realmente ser tarde demais. O amanhã pode nunca chegar. O amanhã é desconhecido. Disse Paulo: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração!” (Hb 4:7).

Você já encontrou a resposta para a pergunta mais importante da sua vida?  “Que devo fazer para que seja salvo?” A resposta é única: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo!” Se você fizer isso, será salvo e, como um resultado certo e infalível, será feliz e terá grande alegria e paz neste mundo e, por fim, a garantia da vida eterna. Não deixe a sua decisão para depois! Aceite a Jesus Cristo agora mesmo!

Pr. Roberto Biagini

Mestrado em Teologia

domingo, 8 de julho de 2012

OS QUATRO ENCONTROS EM NAIM

Lucas 7:11-17:
11 Em dia subsequente, dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim, e iam com ele os seus discípulos e numerosa multidão.
12 Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela.
13 Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores!
14 Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te!
15 Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe.
16 Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo.
17 Esta notícia a respeito dele divulgou-se por toda a Judéia e por toda a circunvizinhança.

Jesus Se dirigia para a cidade de Naim.
Naim ficava a cerca de 40 km de Cafarnaum - pelo menos um dia de viagem - e, no entanto, Jesus foi até lá sem ninguém ter pedido que o fizesse. Uma vez que os judeus sepultavam seus mortos no mesmo dia em que faleciam (Dt 21:23; At 5:5-10), é bem provável que Jesus e seus discípulos tenham chegado às portas da cidade no final do dia em que o menino faleceu.

Podemos observar ..quatro encontros específicos.., ocorridos às portas da cidade de Naim naquele dia.

1 - O Encontro de Duas Multidões
Jesus estava sendo seguido por uma multidão e se encontra com outra multidão. Um cortejo fúnebre está saindo; sai pela porta da cidade devido ao fato de que não se permitia enterrar a um morto dentro de uma cidade judaica. Era a procissão de um funeral que se dirigia ao local de sepultamento.
Nada acontece por acaso. Aqui vemos a providência de Deus e a sabedoria de Jesus que já previa tudo o que haveria de acontecer, de acordo com o plano divino, para aquele dia. Sim, aquele encontro não era por coincidência, mas, sim, por providência. Por providência divina, Jesus chega no exato momento em que havia uma necessidade de vida ou morte!
Ao obedecer à vontade do Pai, Jesus vivia de acordo com um cronograma divino (Jo 11:9; 13:1). Todas as coisas que Jesus realizava, todos os encontros que tinha não eram fruto de uma mera coincidência, mas eram ações já predeterminadas, com um grande propósito em vista, que produzia resultados fantásticos. 
O nosso compassivo Salvador sempre nos ajuda quando mais precisamos (Hb 4:16), nas horas mais surpreendentes. Muitas vezes estamos desesperados, sem saber mais o que fazer, e daí, eis que acontece algo que parece mero acaso; no entanto, é mais uma das múltiplas providências divinas que vem em nosso auxílio no exato momento em que mais necessitamos.
Que contraste entre a multidão que seguia Jesus e a multidão que seguia a viúva e seu filho morto! A multidão que estava com Jesus era composta de pessoas que se alegravam diante das palavras e dos feitos extraordinários de Jesus. A outra multidão se entristecia e chorava mais e mais à medida em que se aproximavam do cemitério. Afinal, era apenas um jovem aquele que estava sendo conduzido para o cemitério. Um jovem na flor da idade, com muitos projetos de vida, agora interrompidos pelo alfanje da morte. Eles estavam chorando a morte de um jovem que fora o objeto das mais suspiradas esperanças de sua mãe agora desesperada.
Jesus dirigia-se à cidade, enquanto os pranteadores dirigiam-se ao cemitério. Em termos espirituais, cada um de nós se encontra em um desses dois grupos. Ou estamos indo para a cidade ou indo para o cemitério. Se crermos em Cristo, estamos indo para a cidade celestial (Hb 11:10, 13-16; 12:22). Se estamos "mortos nos nossos pecados", já estamos no cemitério e sob a condenação de Deus (Jo 3:36; Ef 2: 1-3). Precisamos crer em Jesus Cristo e ser ressuscitados dentre os mortos (Jo 5:24; Ef 2:4-10).
Agora, pare e pense: Para onde você está indo? Certa vez, eu fiz uma visita a uma família, e encontrei alguns jovens, umas moças e um rapaz. Durante a visita introduzi o evangelho, e depois de algumas considerações procurando ganhar aqueles jovens para Cristo, o jovem disse: “Sabe o que é, pastor? Eu gosto mesmo é de pornografia. Acho muito legal, bonito...” Quando ele parou de falar, eu lhe disse, olhando nos seus olhos: “Sabe o que é, jovem? Eu só tenho uma pergunta para você me responder: Para onde você está indo? Aonde você vai chegar andando nesse caminho? Ou você vai para a cidade de Deus ou vai direto para o inferno!” O jovem, que até ali era muito falador, loquaz, extrovertido, exibindo-se diante das moças, ficou pensativo e mudo. Esta é a grande questão: Para onde estamos de fato indo? Não temos um meio termo: ou vamos para a cidade, ou para o cemitério, definitivamente! 

2 - O Encontro de Dois “Filhos únicos”.
Um estava vivo, mas destinado a morrer, o outro estava morto, mas destinado a viver. Um era o filho único morto; o Outro o era o Filho Único vivo, que era a própria Fonte da vida, o nosso Senhor Jesus Cristo, que estava para morrer numa infamante cruz, a fim de que nós pudéssemos viver.
O filho da viúva era “único” no sentido de filho “único gerado”, e isto significa que era unigênito, em nosso idioma, porque não tinha irmãos. Mas a palavra grega significa apenas “único”, para ressaltar o fato trágico daquela mãe que perdia o que tinha de mais precioso. 
Mas em Jesus Cristo a designação de “Único” também não significa “único gerado”, (é a mesma palavra no grego: monogenês) porque embora Ele foi gerado de Maria, pelo Espírito Santo, só a parte humana de Jesus é que foi gerada. Aplicado a Cristo, o título “único” significa "singular", “especial”, “ímpar” “exclusivo” ou "inigualável". Cristo não é um "filho" no mesmo sentido que eu sou, pois vim a existir pela concepção e nascimento. Mas Cristo sempre existiu; Ele nunca foi gerado como Deus; Ele mesmo é Deus.
Em algumas passagens de João, encontra-se a expressão “unigênito” (monogenês) referente a Cristo. Mas a palavra que foi traduzida assim do original, é a mesma que encontramos aqui em nosso texto (Lc 7:12). Portanto, para sermos coerentes, em João 3:16 (como em Jo 1:14,18; 3:18; 1Jo 4:9), a tradução deveria ser “Único”, e não unigênito. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Único...” O título Filho Único de Deusdeclara a natureza divina de Cristo e seu relacionamento perfeito com o Pai.
O encontro dos dois filhos únicos ficou marcado na história do evangelho de Lucas, exclusivamente, para que soubéssemos que há um poder onipotente no Filho Único de Deus, a ponto de até ressuscitar um jovem que tombara vencido pela morte. Deveria ficar assim evidente para todos que o Filho de Deus é o único que tem esse poder.

3 - O Encontro de Dois Sofredores
O profeta Isaías fala de Jesus como o “Homem de dores e que sabe o que é padecer” (Is 53:3). Ele descreve a angústia que teve Jesus ao suportar a Cruz para nos salvar, e dar a vida em resgate por nós. De fato, a vida inteira de Jesus foi de muitos pesares, angústias e sofrimentos. Logo que nasceu, teve que fugir de Herodes que queria vê-lO morto, e O perseguiu para matá-lO.
Os Seus irmãos duvidaram dEle. Satanás O perseguia com muitas tentações continuamente. Os fariseus e doutores da lei estavam sempre no Seu encalço, a fim de conseguir achar alguma falha em Seu caráter. Mas Ele ainda tinha a preocupação de levar sobre Si mesmo o peso da salvação da humanidade.
De fato, Jesus Cristo foi o Homem que mais sofreu neste mundo. Jamais seremos chamados a sofrer tanto quanto Ele sofreu. Por isso, ninguém pode acusar a Deus dizendo que Ele é injusto em deixar-nos em nossos sofrimentos. O que sofremos é um mínimo em comparação com o que Ele sofreu através da entrega do Seu Filho amado para morrer numa infamante Cruz.
E lá estava aquela mãe inconsolável porque perdera o seu filho único. Era difícil consolar a uma mulher nesta situação desesperadora. Ora, já é terrível perder um dos filhos, de uma família numerosa. Mas muito pior é perder um filho único. Mas pior do que perder o filho único, é perder o filho único sendo viúva. Não apenas estava aflita como também se encontrava sozinha numa sociedade sem recursos para cuidar de viúvas.
E aquela mulher agora se desesperava diante da morte do seu filho único, que era a sua única esperança de arrimo e felicidade para o futuro. Com a morte do seu filho único, a última fonte de sustento e proteção desta mulher se fora; e a esperança de perpetuar a descendência se desvanecera. O que seria feito dela? Sua condição era realmente trágica.
Mas Jesus, o "homem de dores", Se encontrou com essa mulher sofredora para mudar a sua situação. Ele não teve dificuldade para Se identificar com o sofrimento da viúva. Sabia de todas as suas aflições e temores. Podia ajudar-lhe agora com a Sua compaixão e Seu poder de ressuscitar o filho morto.
Jesus Cristo sabe de todas as nossas dores e pode nos ajudar ainda mesmo sem estar presente em pessoa. Ele prometeu enviar-nos o Espírito Santo que é o nosso Consolador e que traz a Cristo em nosso coração, a fim de confortar-nos em nossas angústias, dando-nos a certeza de Sua presença e poder para desfazer as obras de Satanás, e recuperar-nos em Sua comunhão.
4 - O Encontro de Dois Inimigos
Jesus enfrentou a morte, "o último inimigo" (1Co 15:26). Quando pensamos na dor e tristeza que a morte causa a este mundo, de fato é um inimigo terrível, e somente Jesus Cristo é capaz de nos dar a vitória (1 Co 15:51-58; Hb 2:14, 15).
Vendo Jesus a mulher, Se compadeceu dela, que fora alvo desse inimigo, a morte, por duas vezes.

.. 1 – Jesus não Se compadeceu do jovem morto ..      
Por quê? Porque:
      - os mortos não sabem que estão mortos

      - os mortos não sabem que os vivos estão chorando por eles

      - os mortos não estão sofrendo

      - os mortos não tem noção do tempo e do espaço

      - eles não sabem nada, porque estão em completo estado de inconsciência (Ecl 9:5-6)
      - não precisam de orações, não precisam de orientação, não carecem de consolação.
Milhões estão enganados sobre a doutrina dos mortos, e é bom que nós estejamos de sobreaviso. Paulo disse que não devemos ser “ignorantes com respeito aos que dormem” (1Ts 4:13), porque os mortos dormem o sono inconsciente da morte (Sl 13:3; 6:5). Você sabe dar um estudo bíblico sobre os mortos? Milhões de pessoas, enganadas pelas falsas doutrinas do espiritismo, do paganismo, do catolicismo e do protestantismo apostatado, crêem que os mortos estão vivos.
Milhões crêem que os mortos estão vagando no espaço sideral, esperando para reencarnar em alguma pessoa que nasce. Outros dizem que os mortos estão no Céu ou no Inferno, ou no Purgatório ou no Limbo [local de purificação para os infantes]. Quando Jesus ressuscitou ao jovem, Ele não o chamou de nenhum desses lugares. Ele o chamou do lugar onde ele dormia o sono tranquilo da morte, ali mesmo sendo levado num leito, envolto em lençol.
Por isso, Jesus não Se compadeceu do jovem morto: ele não podia saber nem reagir diante de uma consolação.

.. 2 – Jesus Se compadeceu da mãe do jovem morto...
Ela era viúva e já sofrera, portanto, a dor da morte do seu marido. De fato, aquela mulher era muito sofrida, muito nervosa, muito angustiada e muito insegura. Pesquisas têm sido feitas sobre o grau de estresse de uma pessoa, que passa por diferentes perplexidades. Mas a perda do marido, ou da esposa, a perda do cônjuge é de maior gravidade do que qualquer outra perda. E muito mais no tempo de Jesus quando as mulheres viúvas não tinham nenhuma segurança.
Mas depois de tudo o que sofrera com a morte do marido, que lhe deixara um filho, agora, ela perde esse filho amado, pela morte. Aquela mulher havia cifrado no seu filho único todas as suas mais acariciadas esperanças. Mas agora, ela estava desesperada, sem nenhuma esperança.
Jesus Se compadece dos que perderam os seus entes queridos. Conhece toda a angústia, toda a tristeza, toda a solidão, e talvez toda a revolta desses sofredores. Mas Jesus Cristo é o maior Consolador dos aflitos.
Então, Jesus disse à mulher: “Não chore!” Este era o imperativo da esperança. A maior consolação de Jesus para os enlutados é: “Não chore!” porque há uma esperança. Você nunca deve perder a esperança. A morte não é o fim. Há esperança até para mortos: a gloriosa esperança da ressurreição. Portanto, diz Jesus: “Não chore!” em desespero!
O "esquife" referente no texto era, provavelmente, uma espécie de maca aberta, não um caixão fechado, de madeira, como em nossos tempos. Jesus Se aproximou, e “tocou o esquife”. Mas por quê? Havia algum significado nesse ato? Aparentemente, era natural que tocasse no caixão, na maca aberta, como acontece quando vamos a um velório, e ao nos aproximar, tocamos no caixão, mesmo não intencionalmente, mas ninguém vai notar nisso.
Entretanto, no tempo de Jesus, era diferente. Se alguém tocasse num morto, ou no seu féretro, ele seria considerado imundo (Nm 9:6). Mas nesse ato de tocar no esquife, Jesus estava demonstrando que Ele não Se contamina, Ele não teme o contágio, ao lidar com o Seu grande inimigo, a morte.
Jesus só precisou proferir uma palavra e o menino voltou à vida com saúde. Vemos aqui o poder da palavra de Jesus Cristo, o Verbo de Deus. Ele apenas ordenou: “Jovem, Levanta-te!” e o menino se levantou com vida. Assim foi na Criação: Ele falou e tudo se fez, ele ordenou e tudo passou a existir (Sal 33:6,9). Ele deu vida a todos os seres que têm vida. Ele deu vida a todos os animais por meio de uma palavra. Apenas falou e todos viveram. Agora, do mesmo jeito, Ele falou e o morto se levantou com vida e saúde.
O menino deu dois sinais de vida: sentou-se e falou. O texto não diz o que falou, mas devem ter sido palavras interessantes! Ele pode ter dito algo assim: “O que é que eu estou fazendo aqui? Mãe, por que todos estão chorando?” Num gesto de grande ternura, Jesus pegou o menino e o entregou à mãe, agora transbordando de alegria.
Toda a cena lembra o que acontecerá quando Cristo voltar e reencontrarmos nossos entes queridos. Aquele será um Dia de exultante glória e grande alegria, ao vermos todos os justos, e os nossos queridos salvos sendo levantados para a vida eterna.
O povo reagiu glorificando a Deus e identificando Jesus com o Profeta dos judeus pelo qual haviam esperado tanto tempo (Dt 18:15; Jo 1:21; At 3:22, 23). Não demorou que a notícia desse milagre se espalhasse. As pessoas animaram-se ainda mais para ver Jesus, e grandes multidões o seguiam (Lc 8:4, 19, 42).
O encontro dos dois inimigos ficou registrado para que soubéssemos que Jesus Cristo é o Vencedor de todos os Seus inimigos, e em breve há de declarar a vitória final sobre a morte, “o último inimigo a ser destruído”.
Lições práticas
1.  Jesus é o nosso Consolador nas horas mais difíceis. Ele nos conhece e Se compadece de nossas aflições. Portanto, devemos sempre confiar nEle.
2.  Não devemos temer nada neste mundo; nem mesmo a morte. Devemos ser calmos, serenos e tranquilos em toda e qualquer situação.     
3.  Jesus tem poder onipotente. Portanto, devemos depender dEle completamente porque é o Único em quem podemos confiar plenamente, sem nunca sermos decepcionados. 
4.  Não podemos depositar a nossa última esperança nos nossos entes queridos. Nossa maior esperança deve estar depositada em Jesus Cristo que é o nosso poderoso Deus e Autor da nossa vida eternamente.

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia